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Instituição Beneficente: Conheça o trabalho do Lar da Mamãe Clory ao longo de 49 anos

Quando o propósito de ajudar o outro é verdadeiro, ele nasce e nunca morre. Conheça um pouco mais da Instituição beneficente Mamãe Clory e do seu legado, passado agora de geração em geração.

Às vezes, o propósito de uma vida é tão grande que ele continua mesmo quando o corpo físico já não existe mais. A grande Sra. Clory Fagundes de Marques foi uma dessas pessoas, cujo serviço, rico em generosidade e espiritualidade, transcendeu a sua existência e a Instituição beneficente Mamãe Clory é um exemplo de seu legado.

Hoje, quem passa pela Rua Francisco Visentainer 438, no Bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, vê um terreno cheio de árvores em um constante entra e sai de pessoas. São doadores, compradores, alunos, assistidos, visitantes. Todos com o sentimento de que lá um lar acolhedor em todos os aspectos.

E sabe por quê? Porque foi assim que a pequena Clory, gaúcha de Alegrete, aprendeu com a sua grande e generosa família desde guria. Quando colocar água no feijão, alimentava mais que o corpo, mas também o coração e a alma.

Família é quem acolhe

Quando os ancestrais de Clory, vindos do arquipélago dos Açores, ainda no século XVIII, chegaram ao sul do Brasil, talvez não tivessem a dimensão do destino que os aguardava e das raízes que fincariam nesse país. Seus pais, Athaliba Fagundes e Maria da Glória também não deviam imaginar como seriam os próximos anos, quando se casaram. Ambos gaúchos, ele descendente de portugueses e ela, de espanhóis. Juntos, tiveram 17 filhos biológicos, entre eles a determinada Clory, nascida em 06 de junho de 1917.

Mas, o coração da família era tão grande que foram galgar outras oportunidades no sul do Mato Grosso, na Serra do Pantanal, onde o vilarejo mais próximo era localizado a cerca de 100 quilômetros. O Seu Athaliba foi o grande visionário e o espelho para a pequena Clory. Através do seu olhar generoso, espiritualizado e empenhado, possuía grande respeito onde moravam.

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A família se estabeleceu em uma grande fazenda chamada Solidão, que Athaliba não só construiu como batizou. Contudo, não era solitária. Havia muita natureza, animais, amigos e pessoas que procuravam por ajuda e seu pai sempre disposto a colaborar de alguma forma. Com o tempo, ele foi construindo casas para os agregados e se tornando reconhecido na região, uma pessoa que os moradores contavam e recorriam.

Assim, Clory herdou do pai o respeito e os princípios que a nortearam durante a vida toda. Valores estes que passou aos seus filhos e esses aos seus netos. Até hoje são compartilhados os mesmos ensinamentos com os assistidos pela Instituição beneficente Mamãe Clory, que leva o seu nome.

O amor às crianças

Clory foi uma menina da roça, com pouca instrução acadêmica, mas repleta de conhecimento daquilo que não está nos livros. Espiritualidade aflorada e respeito à natureza e às pessoas, sendo as crianças aquelas a quem dedicou um carinho especial.

Ainda muito jovem, no auge dos seus 20 anos, Clory se apaixonou pelo marido, Oreste Vieira Marques. Ambos viram muita pobreza e miséria, de forma que o casal se compreendia nas dificuldades e tinha uma necessidade mútua de ajudar o próximo. Ainda celebrando o casamento recente, foi deixada à sua porta uma bebezinha para ser adotada. A partir desse momento, Clory compreendeu sua missão de vida: cuidar de crianças abandonadas. Assim como seu pai cuidou de muitas em sua fazenda ao longo dos anos.

Pouco tempo depois, o casal adotou um menino e, após um ano do casamento, nasceu o primeiro filho biológico (ao todo foram 3). Mas, quanto mais o tempo passava, mais o amor reverberava e alcançava outras famílias que precisavam de ajuda e crianças que precisavam de um lar.

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Antes de chegar ao Grande ABC, Mamãe Clory e sua família passaram anos em Andradina, no interior paulista, quando chegaram ao número de 87 filhos e ela ficou conhecida na região, chegando inclusive a recusar propostas para ser vereadora da cidade.

Para ela, servir ao próximo era algo tão natural, que não fazia distinção de que suas atitudes eram um trabalho assistencial. O Lar se tornou uma Instituição beneficente em 1968, por uma questão de regularizar junto à prefeitura sua existência oficial.

Seu marido Oreste era funcionário público na prefeitura, onde se aposentou anos mais tarde. Porém, Andradina não possuía instituições de ensino superior nem oportunidades de emprego tão boas na época, o que motivou Mamãe Clory a vir para São Bernardo com todos os seus filhos.

Com educação e com afeto

A viagem não foi fácil e a adaptação tão pouco. Contudo, não demorou para que a humilde casa de 5 cômodos ficasse um pouco maior com pequenas melhorias. Logo a Prefeitura de São Bernardo lhe concedeu um terreno para construir um novo lar. Durante essa luta, Mamãe Clory jamais abriu mão de uma coisa: educação.

Embora ela mesma não tenha frequentado a escola regular, a educação acadêmica sempre foi o caminho através do qual enxergou o futuro de todos os seus filhos. Para manter a casa e os filhos, ela se virava como podia. Vendia frutas com a ajuda dos filhos mais velhos, recebia doações de empresas e voluntários. E quando alguém batia em sua porta, sempre saia com algo em mãos.

Com uma estrutura maior e melhor, passou a acolher mais crianças em situação de abandono. Chegou a atender 300, 350 crianças conforme a Instituição beneficente foi crescendo e se tornando mais organizada e complexa. O afeto era tamanho que uma palavra sua bastava. Todos seguiam seus ensinamentos a risca, passando dos filhos mais velhos aos mais novos, uns cuidando dos outros e do Lar.

Todos os filhos criados por ela tiveram condições de frequentar uma instituição de ensino superior, alguns se tornaram doutores e moram em diversos estados do país e no exterior. Sem dúvida, todos são agradecidos por tudo o que Mamãe Clory fez por eles e são ativos colaboradores e/ou doadores do lar ainda hoje.

Mamãe Clory faleceu em novembro de 2011, aos 94 anos de idade. Foi um momento de grande comoção, reflexão e compreensão de que o propósito de vida bem vivido é aquele que beneficia o maior número de pessoas. O bem somado e multiplicado é o que vale a pena viver.

A Instituição De Caridade Mamãe Clory

Hoje a instituição atende idosos em situação de vulnerabilidade social em período integral, além de crianças e jovens no contra turno de aula. Algumas famílias e mães carentes também recebem ajuda do Lar, conforme os programas oferecidos.

Entretanto, hoje o Lar Mamãe Clory conta com o trabalho de seus voluntários e a fonte de renda vem através das doações, bem como da venda de peças em seus galpões e brechós, sua lanchonete e os eventos beneficentes.

Se você quiser colaborar para que esse trabalho seja realizado, você pode doar da forma que achar mais conveniente, através do nosso site ou pessoalmente na Instituição.

Agende uma visita ao lar!