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Ensino Lúdico: Qual a Importância no Processo de Aprendizagem?

Sabe aquela frase que diz que a criança aprende brincando? É justamente a partir do ensino lúdico que as atividades que o Lar da Mamãe Clory oferece são elaboradas e ministradas gratuitamente

O ensino lúdico é uma estratégia de aprendizado que permeia a área da pedagogia há centenas, talvez milhares, de anos. Embora só tenha ganhado um campo de estudo mais aprofundado a partir do século XIX, desde sempre os jogos e as atividades imaginativas são fundamentais para o processo de aprendizado.

O aprendizado é a somatória de conhecimentos que vamos desenvolvendo ao longo da nossa vivência, buscando o melhor convívio social e ambiental. Assim, nem todas as pessoas aprendem as mesmas coisas, porque isso também depende das habilidades de cada indivíduo.

O que é ensino lúdico?

A palavra “lúdico” vem de “ludus”, ou jogos em grego, cujo significado se estende a entretenimento e diversão. Sendo essa a origem do ditado popular: “Criança aprende brincando”. E de fato é assim! Porque as brincadeiras estimulam as habilidades cognitivas.

Ainda que as crianças de 0 até 5 anos tenham melhor aproveitamento do ensino lúdico, crianças de todas as idades podem se beneficiar do método. Pois o lúdico é a forma de pensamento e a prática pedagógica na construção do aprendizado.

Dentro de cada jogo se trabalha muitas questões e habilidades cognitivas que, se os adultos não estiverem atentos, nem vão notar. Como aquele exercício de fazer bolinha de sabão. Sabia que através dessa brincadeira a criança trabalha os músculos da fala, fôlego, visão, olfato, tato, interação social e ambiental, além da capacidade aeroespacial e expressão corporal?

Pois é: brincar é preciso!

Parafraseando a frase de Amyr Klink que diz “navegar é preciso”, pois não só é necessário, como também requer precisão para que nada dê errado em alto mar. Quando dizemos que brincar é preciso segue esse mesmo raciocínio.

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Pois é no campo da brincadeira que a criança pode – e deve! – errar para aprender. Ela erra ao contar a quantidade de peças para montar uma espaçonave e tudo bem. Porque ela poderá fazer isso de novo sem ter a cobrança de um chefe e de uma equipe de financistas, como seria na vida adulta.

A criança também pode brincar de montar palavras e esquecer o acento, pois não está enfrentando a redação do vestibular mais concorrido do país. Mas, quando ela acertar a formação da palavra comemore com ela. O reforço positivo vindo de um adulto a quem essa criança admira é essencial no ensino lúdico, pois é dessa forma que o cérebro registra o conhecimento: através de repetição e emoção.

E para as crianças com deficiência intelectual ou transtornos de aprendizagem?

Nossas crianças vivem hoje numa sociedade de muita estimulação. Em casa, na rua, na escola. Um fluxo tão intenso de informações que passam por elas que reter algo é realmente complicado. Começando com o básico que é a sua atenção.

Sem atenção plena o processo de aprendizado fica comprometido, gerando aquelas situações onde se fala e logo esquece. Esses processos “atencionais” são pré-requisitos para qualquer aprendizagem. Trata-se da atenção constante para absorver as informações como um todo e processar a aprendizagem.

Uma comparação: seria como instalar um programa no computador ou baixar um aplicativo no celular. Se o aplicativo “Atenção” fica num constante “instala-desinstala”, ela não “retém” as informações no cérebro. Assim, não armazena nada e não gera conhecimento.

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Dessa forma, precisamos despertar ações de “atenção sustentada”, onde as habilidades de percepção visual e auditiva fiquem concentradas. E as brincadeiras são excelentes recursos.

Quanto mais simples as regras, mais fáceis de atingir os objetivos de aprendizagem. Como para as crianças que estão em fase de alfabetização, fazer as ligações entre os sons do corpo humano, como bater palma ou espirro, com as representações visuais desses mesmos sons e suas letras.

Esse exercício é recomendado para crianças com déficit de atenção e autistas: Sons de animais, sons de personagens de desenho, ou outros. Toda vez que o aluno acertar, é importante reforçar positivamente a conquista para criar uma memória emocional alegre.

Por que evitar recursos exigentes no contraturno das aulas?

Embora muitos pais e educadores defendam que quanto mais estimulamos o nosso cérebro, mais podemos extrair dele, os neurocientistas não afirmam com a mesma veemência. Pois as habilidades que requerem muita concentração elevam o nível de estresse dos alunos, assim o aprendizado se torna chato e cansativo, retendo negativamente o aprendizado pela memória.

Por exemplo, para você, qual a sua memória para as aulas de matemática, física e química? Boa ou ruim? Imaginamos que teria sido muito mais bacana se as aulas tivessem ocorrido num laboratório com experiências. E esse laboratório nem precisaria de mil recursos, poderia ter sido numa cozinha para se observar os processos da água.

E depois, ao se falar em números, teorias e cálculos, ficaria muito mais fácil e divertido. Mesmo que as crianças gostem e se sintam motivadas pelos desafios, o ideal é começar com poucos minutos e ir se estendendo.

Então ensino lúdico é fácil?

Primeiramente a gente precisa entender como acontece o processo cognitivo, porque daí a gente brinca sabendo que qualquer jogo é jogo. E sim, não precisa de nada caro. Quando se entende o conceito, a gente cria o jogo. As crianças fazem isso instintivamente, mas podemos extrair melhores resultados e explorar mais habilidades dessas atividades quando temos um embasamento maior.

Dessa forma, para a criança que brinca o ensino lúdico é gostoso e fácil. Porém, para quem está elaborando e ministrando o conteúdo é preciso preparação e conhecimento, além de atenção redobrada, pois será preciso observar se a proposta da brincadeira está sendo desenvolvida corretamente.

Talvez você nem tenha se dado conta, mas note que as professoras e os profissionais de recreação, na fase da alfabetização, estimulam atividades que aconteçam da esquerda para direita. Sabe por quê? Porque a gente lê e escreve da esquerda para direita, estamos desta forma exercitando a direcionalidade da escrita de uma forma lúdica.

Porque primeiro a criança aprende a ler e depois a escrever. A leitura começa pela percepção da construção da palavra, através de habilidades perceptuais que os pedagogos chamam de letra com som.

Essa percepção que antevê a habilidade escrita requer organização, um processo de sequenciamento das informações (letras com sons) no cérebro. É uma construção neural considerada complexa e que sobrecarrega as nossas funções cognitivas. Por isso que a escrita só é recomendada a partir dos 6 anos de idade, quando o cérebro está um pouco mais desenvolvido.

Por que evitar recursos exigentes no contraturno das aulas?

Embora muitos pais e educadores defendam que quanto mais estimulamos o nosso cérebro, mais podemos extrair dele, os neurocientistas não afirmam com a mesma veemência. Pois as habilidades que requerem muita concentração elevam o nível de estresse das crianças, assim o aprendizado se torna chato e cansativo, retendo negativamente o aprendizado pela memória.

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